Hello World, Again
Não irei me apresentar, pois sempre gostei da ideia do soldado desconhecido, e provavelmente se você está aqui, você conhece alguma faceta minha ou algum produto meu que lhe trouxe aqui.
main()
{
printf("hello, world\n");
}
O trecho de código que contém a frase possivelmente mais famosa da programação. Esse trecho ficou na minha cabeça nesses dias depois de ter lido no livro The C Programming Language.
Sua intenção é bem simples, ele está anunciando ao mundo a sua vinda. De forma simples e direta, sem mais delongas ou prolixidades. E é isso que eu quero trazer com esse blog, de forma simples e direta a minha exposição de pensamento ao mundo, não apenas para outros lerem, mas primeiramente para mim.
E não há conselho melhor que eu possa dar, além de: Vá e faça. Muitas vezes por inúmeros fatores nos prendemos a obstáculos mentais para não fazer aquilo que gostamos ou que queremos, isso é um passo para uma dor que pode nos levar à morte da nossa mente.
O Jardim Digital
Gostei muito de uma definição que vi em um blog do autor sobre o seu próprio blog. Ele não criou simplesmente um blog, ele criou um "jardim digital", onde o foco não é o resultado, e sim o processo.
Um dos motivos de criar esse blog é querer centralizar ideias e pensamentos (e é sempre bem-vindo termos uma avaliação externa). Crio esse link de intimidade para aqueles que vêm aqui para se “nutrir” de alguma forma, pois estamos encurralados de informação.
Informação desorganizada, dispersa e em um volume fora das nossas capacidades de absorção, onde mesmo tendo algum valor real, não conseguimos digerir e criamos um ciclo vicioso de ganho zero e consequências desastrosas.
E levando em conta a questão atual de conteúdo gerado por IAs, já vivemos em um cenário onde tudo aquilo que foi feito sem intervenção direta de máquinas, vira algo “gourmet”. Com o mesmo efeito que o vinil teve com o tempo, tornando-se supervalorizado apenas por ser de maior raridade nos tempos atuais.
Preciso Me Encontrar
Eu me considero um artista, seja em todos os sentidos, de produzir arte até de uma criança fazendo besteira. E por uma inquietação que carrego, não consigo me conter em um só gênero ou forma, sempre sendo atraído por inúmeras formas de arte.
Mas há o contrapeso, não me mantenho em quase nenhum desses interesses. Meus desenhos? Pegando literalmente mofo (em um caderno que ficou com cheiro de mofo 😁). Meus escritos? Presos na nuvem. Meu baixo e piano? Um enferrujando na minha parede e o outro nos fundos. Os bytes de meus projetos se perderam no tempo, como lágrimas na chuva.
Ao menos são coisas que eu gosto muito e sei que um dia vou voltar, não só voltarei, como o andar desse projeto de “blog” está me colocando nos trilhos. E eu me orgulho disso, do ato de produzir, pois só o que está morto não muda.
Arte esquecida
Essa inconstância não é apenas minha, é um sintoma do meio em que estamos inseridos. Mesmo me baseando na ideia de jardim digital, ainda considero sim isso um blog, e agora me surpreendo por perceber a perda do costume desse gênero textual. Antigamente todo mundo queria ter um blog, hoje em dia basta ter uma conta em uma rede social e dessa forma já haverá milhares de holofotes voltados para seus pensamentos.
Vivemos em uma época onde estamos encurralados entre o excesso e na ausência. Claro que a ideia de equilíbrio é algo utópico, mas o desejo de viabilizar uma vivência saudável, deveria ser o preferencial. Não me sinto um visionário por perceber isso, vejo que muitas pessoas também percebem, e minha reação é justamente essa, mudar.
Me lembro bem de quando criei minha conta no twitter com simples desculpa de me atualizar. No começo claramente era bem isso, mas de tanto olhar o abismo, ele olhou de volta. Eu tinha noção da onde estava me metendo, mesmo sendo bem jovem, e hoje consigo perceber que a falta de prudência me levou a virar um produto do meio (como qualquer um).
Esse é o meu manifesto, meu ato de rebeldia, onde espero que possa lhes agradar. Há muitas coisas nas quais quero abordar, e adianto que já estou preparando várias.
Obrigado por ler até aqui, e tenha uma boa tarde.
END OF LINE.